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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Pequenas floreiras - Aleluia

Da série de pequenas floreiras ou vasos fabricados pelas cerâmicas Aleluia, Aveiro, durante a década de 1950, publicamos um conjunto de peças, de tamanho semelhante, constituídas por volumes de forma livre e orgânica, decoradas com cores planas e contrastantes. 

O modelo 526-A, abaixo reproduzido, mede 7 cm de altura e 16 cm de comprimento, a forma biomórfica e assimétrica conjuga elementos abstractos ondulantes a preto, branco e verde, no exterior, com um surpreendente interior amarelo primário.


Aleluia - floreira 526-A. © HPS


Aleluia - floreira 526-A. © HPS


Aleluia - floreira 526-A. © HPS


Aleluia - floreira 526-A. © HPS


Aleluia - floreira 526-A. © HPS


Aleluia - floreira 526-A. © HPS


Marca de fábrica. © HPS

A peça está marcada com o carimbo relativo à celebração do cinquentenário da fábrica, 1905-1955. Esta marca foi utilizada especialmente durante o ano de 1955, assinalando o aniversário, associando-se a várias iniciativas preparadas para o mesmo efeito.

O modelo 531-A, mede 9 cm de altura e 11 cm de comprimento, usa um esquema cromático semelhante ao modelo 526-A, no entanto a sua forma é bastante mais elementar. Tendo por base um formato convencional de vaso, um tronco de cone, cujas paredes foram comprimidas.


Aleluia - floreira 531-A. © HPS


Aleluia - floreira 531-A. © HPS


Aleluia - floreira 531-A. © HPS


Aleluia - floreira 531-A. © HPS


Aleluia - floreira 531-A. © HPS


Marca de fábrica. © HPS


O modelo 565-A, apresenta duas aberturas e uma pega, sendo apenas decorado a preto e branco no exterior. Mais uma vez, o interior é de um contrastante amarelo primário.


Aleluia - floreira 565-A. © HPS


Aleluia - floreira 565-A. © HPS


Aleluia - floreira 565-A, detalhe com etiqueta da fábrica. © HPS


Aleluia - etiqueta. © CMP

Esta etiqueta ou selo de fábrica, aparece estampada em peças promocionais (por exemplo cinzeiros) ou sob a forma de autocolante, em dourado ou prateado, colada nas mais variadas peças produzidas durante as décadas de 50 e 60.


Aleluia - floreira 565-A, detalhe do interior. © HPS


Marca de fábrica. © HPS





CMP* agradece a todos os coleccionadores pelas suas contribuições e imprescindível colaboração.





domingo, 31 de julho de 2011

Cinzeiro e jarra - Aleluia

As cartas de jogar têm pontuado a história da pintura ocidental. Desde as naturezas-mortas dos séculos XVII e XVIII até as composições Cubistas de Picasso e Braque, passando pelas colagens Dadaistas e a pintura Surrealista, um Ás de Copas ou de Espadas pode aparecer revestido de sentido simbólico ou apenas como elemento plástico.
Nas artes decorativas da primeira metade do século XX as referências às cartas de jogar ou aos seus naipes, bem como aos jogos de dados, é bastante frequente. Em especial na década de 1950, onde estes elementos estão muitas vezes contidos nas decorações de objectos associados ao lazer ou de carácter lúdico, remetendo para as ideias de sorte, azar ou amor.
Os naipes das cartas de jogar possuem características gráficas quem bem se identificam com o sintetismo moderno, podendo ser facilmente integrados em estruturas de desenho geométrico, preenchidas com cores primárias e planas.


Aleluia - Cinzeiro 630-O. © CMP


Cinzeiro da fábrica Aleluia, provavelmente na primeira metade da década de 50.
A forma é orgânica, totalmente composta por linhas curvas e mede 13 cm x 11 cm x 5 cm. A decoração é pintada à mão, em preto, branco e vermelho, com elementos lineares em amarelo. Este modelo, 630, foi produzido com várias decorações.



Aleluia - Cinzeiro 630-O. © CMP

Aleluia - Cinzeiro 630-O. © CMP

Aleluia - Cinzeiro 630-O, marca de fábrica. © CMP



O número 630, pintado à mão, refere-se ao modelo e a letra O refere-se à cor e decoração. No centro da marca está um pequeno M, escrito à mão, que será provavelmente a identificação do pintor. Qualquer esclarecimento sobre estas marcas poderá aqui ser acrescentado.


Aleluia - Jarra 479-A, Anos 50. MdS Leilões


Aleluia - Jarra 479-A, Anos 50. © JMPF


Aleluia - Jarra 479-A, Anos 50. © JMPF


Aleluia - Jarra 479-A, marca de fabrica. © JMPF


A jarra modelo 479-A mede 15 cm de altura, sendo provavelmente da primeira metade da década de 50, decorada à mão com copas relevadas em cores planas e filete dourado.


CMP* agradece a José Manuel Pinheiro de Figueiredo a cedência de imagens de peças da sua colecção.




terça-feira, 19 de julho de 2011

Pequena taça tripé - Aleluia

A Aleluia nasce em 1905 pela mão de cinco fundadores, entre os quais o ceramista João Aleluia, principal impulsionador do projecto e posteriormente administrador da unidade fabril.
A fábrica começa por instalar-se num pequeno armazém dedicando-se sobretudo à produção de loiça doméstica e azulejos em escala reduzida.
Em 1917, João Aleluia transfere a fábrica do bairro dos Santos Mártires, onde então se situava, para uma propriedade sua na Rua e Cais da Fonte Nova, também na freguesia da Glória em Aveiro.
Desde essa data a empresa adopta uma estratégia de modernização permanente do equipamento, tendo em vista o aumento da quantidade e a melhoria da qualidade da produção.
Em 1922, realiza-se a primeira exposição, na casa de móveis de Francisco Casimiro da Silva, tendo a empresa adoptado a denominação definitiva de Aleluia.
A década de 20 é uma década de renovação das tecnologias e materiais, reflectindo-se numa abertura às tendências artísticas internacionais. Muitas das peças produzidas nos anos seguintes revelam o gosto Art Déco no desenho das formas e das decorações.
Em 1935, após a morte do fundador, os seus herdeiros constituem a sociedade Aleluia & Aleluia, apostando na divulgação e afirmação da marca no mercado. A empresa cresce e desdobra-se em vários tipos de produção, ficando a fábrica Aleluia dedicada especialmente à elaboração de faiança decorativa, azulejos e painéis.


Pequena taça tripé de contorno assimétrico e decoração geométrica relevada, 675A, Anos 50. © CMP

O período compreendido entre 1940 e 1960 é aquele em que a fábrica produz maior quantidade de cerâmica decorativa. As peças produzidas nesta época oscilam entre o gosto folclórico e popular de motivos estilizados, fomentado pelo Estado Novo e as tendências modernistas internacionais. 


Taça tripé, 675A, 13,5 cm de diâmetro. © CMP

A Aleluia produz uma quantidade de peças extraordinariamente inventivas do ponto de vista formal, decoradas com padrões geométricos pintados à mão, onde a conjugação da linha com a cor se traduz num evidente apelo gráfico.


Taça tripé, 675A, Cerca de 5 cm de altura. © CMP


Influências escandinavas e francesas, especialmente das obras de Stig Lindberg e Roger Capron, são de notar. Seria importante saber quais os autores responsáveis pelo desenho das peças, como absorveram tais influências e a que mercados se destinava esta produção.

Taça tripé, 675A, detalhe. © CMP


Marca no pé. © CMP

Provavelmente a identificação do modelo e da decoração 675A. © CMP


Nesta peça a marca - Aleluia, Aveiro - aparece esgrafitada num dos pés,  ao contrário do que acontece na maior parte das peças suas contemporâneas que são marcadas com o carimbo da fábrica na base.