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sábado, 22 de setembro de 2018

TEMPOS MODERNOS | Cerâmica Industrial Portuguesa Entre Guerras - Museu Nacional do Azulejo


O Museu Nacional do Azulejo apresenta TEMPOS MODERNOS | CERÂMICA INDUSTRIAL PORTUGUESA ENTRE GUERRAS | COLECÇÃO AM-JMV, a primeira exposição realizada em Portugal inteiramente dedicada ao design para a indústria cerâmica nacional, da primeira metade do século XX. 



[Design Bloodymary & Braun Creative]




Fábrica Aleluia, Aveiro - Jarra modelo 31 (transformado), c. 1935-45. Fotografia Tiago Pinto




Exclusivamente constituída por uma selecção de cerca de quatrocentas peças pertencentes à colecção particular AM-JVM, a exposição procura evidenciar as relações entre a produção cerâmica portuguesa e o contexto internacional, no rescaldo das vanguardas artísticas do início do século XX, centrando-se no período entre as duas Grandes Guerras. Considerando uma larga amostra de manufacturas representativa do tecido industrial da época: Fábrica de Sacavém; Aleluia; Vista Alegre; Massarelos; Lusitânia; Sociedade de Porcelanas de Coimbra; entre outras; e objectos de várias tipologias: serviços de mesa; candeeiros; floreiras; caixas e figuras; trata-se de um sólido conjunto de peças de uso doméstico que apela à memória colectiva do país.




Saleiro Rã - modelo original de Edouard Marcel Sandoz (1881-1971), Théodore Haviland- Limoges, 1916; e modelo Vista Alegre, c.1930. Fotografia Tiago Pinto. 




Sociedade de Porcelanas de Coimbra - Serviço de café modelo Porto, c. 1930-1937 Fotografia Tiago Pinto.




Reveladora de um apurado sentido de sistematização, a coleção foi construída ao longo de várias décadas por António Miranda e José Madeira Ventura. Historiador da Câmara Municipal de Lisboa, António Miranda, foi diretor interino do Museu da Cidade e coordenador do Museu de Lisboa - Palácio Pimenta, onde comissariou, entre outras, as exposições Varinas de Lisboa - Memórias da Cidade  (2015) e A Lisboa que teria sido (2017); José Madeira Ventura foi coordenador da Biblioteca do Departamento de História da Arte e da Biblioteca Geral / Biblioteca Mário Sottomayor Cardia, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa. Com aprofundado interesse pela história do design e das artes aplicadas, os colecionadores dedicaram-se a reunir um conjunto de peças demonstrativas da circulação de modelos e contaminação entre a produção cerâmica europeia. Algumas delas mostradas na sua página Moderna uma outra nem tanto.




Fábrica de Loiça de Sacavém - Castiçal-floreira, c. 1930-40. Fotografia Tiago Pinto





Fábrica de Loiça de Sacavém - Peças de serviço de mesa, c. 1930-50. Fotografia Tiago Pinto. 




A exposição TEMPOS MODERNOS tem curadoria de Rita Gomes Ferrão (responsável por esta página), investigadora do Instituto de História da Arte da FCSH-UNL, autora dos livros Hansi Staël: Cerâmica, Modernidade e Tradição (2014) e Querubim Lapa: Primeira Obra Cerâmica 1954-1974 (2015). Historiadora de arte e curadora, cujo trabalho se tem centrado no estudo das relações entre a produção de cerâmica portuguesa e o modernismo, em contexto internacional.





Fábrica da Vista Alegre - Base de candeeiro, c. 1930. Fotografia Tiago Pinto. 




Fábrica Electro-Cerâmica - Lebres e Coelho branco, c. 1940. Fotografia Tiago Pinto. 




TEMPOS MODERNOS | CERÂMICA INDUSTRIAL PORTUGUESA ENTRE GUERRAS | COLEÇÃO AM-JMV, inaugura a 27 de Setembro de 2018, pelas 18:30h, nas salas de exposição temporária do Museu Nacional do Azulejo e manter-se-á até 2019.





Fábrica Aleluia - Taça modelo 87 – A, c. 1935-45. Fotografia Tiago Pinto. 






terça-feira, 14 de novembro de 2017

Algumas peças do Museu da Vista Alegre II



Dando continuidade à publicação anterior: 
Mostra-se agora um conjunto de figuras de animais, todas elas manufacturadas no século XX, entre 1931 e 1974, usando linguagens plásticas diversas, de carácter mais ou menos estilizado.
Afastando-se do registo naturalista, quase todas estas peças assumem gramáticas decorativas modernas que vão do geometrismo Art Déco, dominante no período entre as Guerras, até a uma maior liberdade expressiva desenvolvida após a II Guerra Mundial, percorrendo soluções tão variadas quanto os seus autores.

Nota: As legendas das imagens respeitam a informação contida na legendagem disponibilizada pelo museu. 



Em primeiro plano: Cães "Frazão", 1946, e Cão "Rip", 1935. © CMP



Cinzeiro com rato, 1974. © CMP



Em cima: "Cão pelo de arame", Delfim Maya (escultor), 1942. © CMP



"Cão da moda", 1947. © CMP



Aperta-livros com gatos, João da Silva (escultor), 1933. © CMP



Pintos "Cubista", 1942-1947, e Galo e galinha "Espanhol", 1942-1947. © CMP



Dois pintos "Cubista", 1942-1947. © CMP




Galo e galinha "Espanhol", 1942-1947. © CMP





Quatro patinhos, 1931. © CMP






A vermelho: Cão "Americano", 1939. © CMP



Argolas de guardanapo "Gato Americano" e "Vitela", 1937. © CMP




A azul: Cão "Linear" e cão com laçarote, 1935. © CMP



"Gato Cubista", Vasco Valente (escultura), 1935. © CMP



"Gato Cubista", Vasco Valente (escultura), 1935. © CMP




Três pelicanos "Cubista", 1934. © CMP



Três pelicanos "Cubista", 1934. © CMP




Tinteiro mocho "Tarde Piaste", Vasco Valente (escultura), Ângelo Chuva (pintura), 1933. © CMP




Galo e pássaro "Coutinho", Coutinho (autor), 1932. © CMP




Centro de mesa "Peixe", Armando Andrade (escultura), 1933. © CMP




Peixe "Húngaro", Andor Hubay Cebrian (autor), 1955. © CMP



Girafa e palmeira, Andor Hubay Cebrian (autor), 1954. © CMP




Galinha da Índia, Silvério da Conceição (pintura), 1959. © CMP



Cegonha, António Araújo (escultura), Yoshida (pintura), 1954. © CMP



Poldros, Delfim Maya (escultor), 1947. © CMP




"Pardalada", Joaquim Andrade (escultura), 1957. © CMP




A continuar.



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Algumas peças do Museu da Vista Alegre I



Esta é a primeira de um conjunto de publicações dedicadas à divulgação de aspectos e peças integrantes dos acervos do Museu da Vista Alegre, em Ílhavo.



Fachada do Museu da Vista Alegre, 2017. © CMP



Desde o século XIX, que a fábrica da Vista Alegre, fundada em Ílhavo, em 1824, demonstrou interesse na conservação e divulgação de aspectos da sua manufactura. 
O prestígio alcançado pela fábrica levou a que exemplares de algumas das melhores peças aí produzidas fossem arquivadas ao longo dos anos e finalmente organizadas em núcleos expositivos, em 1947, quando é criado o primeiro Museu da Vista Alegre, instalado no palácio contiguo à capela, no Lugar da Vista Alegre.



Aspecto do Museu da Vista Alegre, 1947.  © Vista Alegre  



Em 1964, com o crescimento da marca e a sua afirmação no mercado internacional, o museu foi ampliado e aberto ao publico, estabelecendo-se nas antigas instalações fabris, agora desactivadas, substituídas por outras modernizadas. Este espaço, de maiores dimensões, revelou-se o ideal para alojar um acervo mais vasto, composto por peças de vidro e porcelana, desenhos e outro material documental.



Aspecto do Museu da Vista Alegre, 1974. © Vista Alegre  


Aspecto exterior das primeiras instalações do museu e busto do fundador da fábrica,
José Ferreira Pinto Basto (1774-1839). © CMP



O Museu sofreu renovações em 2001 e novamente em 2016, quando foram delineados a configuração e projecto museológico actuais, cujas ambições são: "mostrar a história da fábrica, a evolução estética da produção de porcelana, e a sua importância na sociedade portuguesa nos séculos XIX e XX, através de um dos mais completos espólios museológicos do género que conta com mais de trinta mil peças."



Aspecto do Museu da Vista Alegre, 2001. © Vista Alegre  



Pote de forno de vidro da primeira fábrica, exterior do Museu da Vista Alegre. © CMP



Pavimento cerâmico no átrio exterior, Museu da Vista Alegre. © CMP



Grande forno da firma Paul A. F. Schulze, Dresden, no átrio interior,
Museu da Vista Alegre. © CMP



Interior do forno, tijolo refractário vidrado. © CMP



Interior do forno, pormenor do tijolo refractário vidrado. © CMP



Pormenor exterior da fornalha. © CMP

Este forno esteve em funcionamento até finais da década de 1980, no seu interior pode observar-se o princípio da operação de enfornamento. Um processo moroso e complexo que exigia muita prática dos operários responsáveis. As caixas refractárias, chamadas gazetas, de formato cilíndrico eram dispostas em círculo junto à parede, depois avançando e empilhando-se até preencher a totalidade do interior do forno. Dentro de cada caixa estava colocada uma peça de porcelana. Os números que podem observar-se no exterior de algumas caixas, servem para identificar o último operário que usou cada uma delas. Terminado o processo de enfornamento, a porta era selada com tijolos e barro cru, iniciando-se o aquecimento do forno a lenha, que atingiria os 1400º. Cerca de 40 horas mais tarde a porcelana terminava a sua cozedura.




Vista interior do forno nº 10, construído em 1947. © CMP

Organização actual da exposição permanente: Exposições Permanentes



 Busto em mármore do fundador, José Ferreira Pinto Basto (1774-1839). © CMP



Detalhe da grande fotografia de grupo dos operários, realizada em 1924,
ano do centenário da Vista Alegre. © CMP



Página do álbum de desenhos de Victor Rousseau, 1935. © CMP



Vista parcial da sala dedicada às várias actividades da comunidade fabril.  © CMP 



Detalhe da sala dedicada às várias actividades da comunidade fabril.  © CMP 



Tamancos com sola de madeira, usados pelos operários. © CMP



Cinzeiro foot-ballista do Sporting Club da Vista Alegre, 1924. © CMP



Serviço de mesa da Creche da Vista Alegre, 1947-1968. © CMP 



O edifício da antiga Creche da Vista Alegre foi também recuperado e reconvertido em extensão educativa do Museu Vista Alegre. Datado de 1944, este espaço acolhia e cuidava dos filhos dos trabalhadores, representando um importante apoio social para a comunidade. Actualmente alberga o serviço educativo do museu.



Aspecto parcial das reservas do Museu da Vista Alegre. © CMP 




Aspecto parcial das reservas do Museu da Vista Alegre. © CMP 


Continua em: Algumas peças do Museu da Vista Alegre II