segunda-feira, 17 de junho de 2019

POP & TUTTI FRUTTI | O Vidro em Portugal nos Anos 60 & 70 - Museu do Vidro, Marinha Grande

A exposição POP & TUTTI FRUTTI | O VIDRO EM PORTUGAL NOS ANOS 60 & 70 | Coleção Pedro Moura Carvalho, inaugura no próximo dia 6 de Julho, no Museu do Vidro, na Marinha Grande.
Esta será a primeira mostra realizada em Portugal dedicada ao design de vidro desenvolvido em fábricas nacionais, desde finais da década de 1950 até cerca de 1980, considerando produção industrial e de autor.
Muitos dos artistas que fizeram experiências em vidro nas fábricas da Marinha Grande, foram igualmente fundamentais na afirmação da cerâmica de autor em Portugal, como: Jorge Vieira (1922-1998); Hansi Staël (1913-1961); Alice Jorge (1924-2008); Tom (Thomaz de Mello) (1906-1990) e Júlio Pomar (1926-2018). Também no design para a indústria cerâmica surgem nomes que se distinguiram no design de vidro, como Maria Helena Matos (1924-2017) ou Gerald Gulotta (1921-2018).
A cerâmica e o vidro são tecnologias afins, que congregam saberes comuns, despertando muitas vezes interesse nos mesmos criadores. Assim, a exposição POP & TUTTI FRUTTI, promete ser fundamental para o entendimento destas duas indústrias, após a II Guerra Mundial, e das suas relações com o contexto e mercados internacionais.



Carmo Valente - Pormenor de jarras Burma, c. 1974. Fábrica-Escola Irmãos Stephens, Marinha Grande. Fotografia: Jorge Soares, Arquivo Museu do Vidro.
 


Com curadoria do historiador de arte e coleccionador, Pedro Moura Carvalho, também responsável pelo catálogo, POP & TUTTI FRUTTI apresenta um conjunto de cerca de 120 peças de vidro português pertencentes à sua colecção. 
Pedro Moura Carvalho propõe-nos, não só, a divulgação deste importante acervo, produzido durante um período de tempo ainda pouco estudado, como também a revelação de novos dados sobre esta produção, resultante da investigação que tem vindo a desenvolver.



Maria Helena Matos - Pormenor de jarros Chicago, c. 1965. Fábrica-Escola Irmãos Stephens, Marinha Grande. Fotografia: Jorge Soares, Arquivo Museu do Vidro.




Como se afirma no texto de apresentação da mostra: "As peças em exposição distinguem-se pela contemporaneidade e organicidade das formas, texturas e pela ousadia das cores; são inspiradas na Arte Pop e na Space Age que se vivia então, enquadrando-se perfeitamente nas revoluções de costumes em tons tutti frutti que transformaram o Ocidente."




João Eduardo Marinho - Pormenor de jarro Orion, 1972. Autores desconhecidos - Pormenor jarra Adágio, 1972 (laranja) e Pormenor jarra Bari, 1974 (encarnada). Fábrica-Escola Irmãos Stephens, Marinha Grande. Fotografia: Jorge Soares, Arquivo Museu do Vidro.



Nesta exposição, poderão ser vistas peças concebidas por Alice Jorge, Ascenso Belmonte, Carmo Valente, Eduardo Marinho, Gerald Gullota, Hansi Staël, Jorge Vieira, Margarida de Ávila e Maria Helena Matos, produzidas nas fábricas, A Central - J. Ferreira Custódio, Crisal, Fábrica-Escola Irmãos Stephens e Ivima, na Marinha Grande.

Mais informação em: https://www.facebook.com/events/710996802654370/




Museu do Vidro - Palácio Stephens, Praça Guilherme Stephens, Marinha Grande.







quarta-feira, 10 de abril de 2019

Objectismo - Mobiliário contemporâneo integrando azulejos modernos

A Objectismo, Galeria, lançou recentemente uma linha de mobiliário contemporâneo, desenhada pelo galerista e arquitecto Nuno Cardoso. 
As peças foram apresentadas ao público na LAAF - Lisbon Art and Antiques Fair, organizada pela APA - Associação Portuguesa dos Antiquários, a decorrer na Cordoaria Nacional, Lisboa, de 6 a 14 de Abril de 2019.
Esta linha de mobiliário é caracterizada pela integração de azulejaria moderna, sendo inaugurada por um conjunto de mesas de apoio em vários tipos de madeira, com detalhes em latão e vidro.
A Objectismo Collection contempla a utilização de azulejaria industrial e de autor, maioritariamente provinda de antigos stocks ou salvada, prevendo o alargamento a outras peças de mobiliário, como floreiras ou aparadores, já em projecto.
Está ainda prevista a reedições de padrões azulejares de autores do movimento moderno português e também o uso de alguns padrões ainda em produção, como é o caso dos azulejos desenhados por Hansi Staël (1913-1961) para o Hotel Ritz, 1959, ainda produzidos pela Fábrica de Sant'Anna


Abaixo podemos ver imagens das mesas actualmente expostas no stand da Objectismo, na Cordoaria Nacional, integrando azulejos das fábricas Viúva Lamego, Lisboa, e das já desaparecidas Olarte, Aveiro e SECLA, Caldas da Rainha. Desta última, temos azulejos do ceramista Luís Ferreira da Silva (1928-2016), da década de 1960, embutidos em mesas do modelo Square.
O próximo modelo a sair será o Ellipse, contendo azulejos de padrão da autoria de Querubim Lapa (1925-2016), fabricados pela Viúva Lamego, c. 1954-56.



Mesas modelos Square e Frieze, design Nuno Cardoso, Objectismo, 2019. © CMP



Mesa modelo Frieze, detalhe, design Nuno Cardoso, Objectismo, 2019. © CMP



Mesas modelos Frieze e Facet, design Nuno Cardoso, Objectismo, 2019. © CMP



Mesas modelo Facet, design Nuno Cardoso, Objectismo, 2019. © CMP



Mesa modelo Facet, detalhe, design Nuno Cardoso, Objectismo, 2019. © CMP



Mesas modelo Square, design Nuno Cardoso, Objectismo, 2019. © CMP



Mesas modelo Square, design Nuno Cardoso, Objectismo, 2019. © CMP



Mesa modelo Square, design Nuno Cardoso, Objectismo, 2019. © CMP



Mesa modelo Square, design Nuno Cardoso, Objectismo, 2019. © CMP



Mesa modelo Hearts, design Nuno Cardoso, Objectismo, 2019. © CMP



Mesa modelo Hearts, detalhe, design Nuno Cardoso, Objectismo, 2019. © CMP



Mesa modelo Hearts, detalhe, design Nuno Cardoso, Objectismo, 2019. © CMP


Contactos:

Objectismo, Galeria
Rua D. Pedro V, 55,
1250-092 Lisboa
Portugal

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Nuno Cardoso
nuno.l.cardoso@gmail.com
+914 024 825